quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

O véu de Maya


Finalmente tive uma boa noite de sono. Até tive sonhos bons..
Sonhei com minha outra metade. Foi a melhor coisa que me aconteceu nas últimas semanas.. A gente se divertiu bastante no sonho.. Tive vários sonhos e ela estava lá em todos.. Até agora lembro das risadas oníricas que demos juntos.

Sabe.. Maya é muito poderosa.. O mundo físico é só uma ilusão: no mundo tridimensional, o homem e sua personalidade nao passam de um sonho. E este é o reino de Maya.

"Maya é a ilusão de tomarmos as nossas percepções pela própria realidade – o ópio que embota a nossa consciência e nos induz ao erro."

Maya tem dois poderes. O primeiro é o AVARANA-SHAKTI: capacidade de velar (cobrir) a verdade, fazendo com que não seja vista, conhecida. O segundo poder é o VIKSHEPA-SHAKTI: é o poder de projetar a ilusão naquilo que foi velado (Ocultado) pelo primeiro poder. É a propria Maya (ilusão) quem se projeta.

A realidade que percebemos é produzida por Maya. Nós, pobres mortais, não somos capazes de enxergar a verdade que Maya oculta. Vivemos o simulacro.

Você duvida, pequeno padawan? Se sim, Maya está fazendo um bom trabalho!

De acordo com a filosofia hindu, somente aquilo que é imutável e eterno merece o nome de realidade; tudo o que está sujeito à mudança e que, portanto, tem princípio e fim, é considerado Maya.

Ontem comecei a ler "As portas da percepção", do Aldous Huxley. Ao ingerir a mescalina (proveniente do sagrado cacto 'peiote') o véu de Maya foi parcialmente balançado e ele enxergou as verdades, ou uma pequena parte delas. Segundo ele, nosso cérebro é como um filtro. Se tivessemos plena consiciência de tudo que realmente nos cerca iria ser bem louco (LOUCO mesmo!) e é por isso que o nosso cérebro só deixa passar as informações diretamente ligadas aà nossa sobrevivência no mundo físico, mundo de Maya. Mas há maneiras de derrubar esta barreira, de ver alem do véu. Tá tudo aí.. É só saber enxergar.

Aqui no lugar físico onde me encontro, tenho sido um alvo perfeito para a ilusão. AVARANA-SHAKTI e VIKSHEPA-SHAKTI caem intensamente sobre mim. A distancia, mais um truque de Maya, tem me consumido. Solidão e a ausencia de companhias agradáveis fazem o diabo com a mente do ser humano. Pobres animais nós somos: criamos nosso própio inferno mental, simplesmente pelo fato de nao sabermos controlar a mente grandiosa que temos. Meus dias têm sido uma constante luta contra os poderes da Ilusão. Preciso fugir daqui o quanto antes. Ou isso ou a loucura.

Em breve vou ta disponibilizando aqui o livro do Huxley.. Espero que ajude ; )

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

The doors of perception

The Doors of Perception (As portas da percepção, em português) é um livro de 1954, escrito por Aldous Huxley, onde o autor pormenoriza as suas experiências alucinatórias quando tomou mescalina. O título provém de uma citação de William Blake:

"If the doors of perception were cleansed everything would appear to man as it is, infinite."
"Se as portas da percepção estivessem limpas, tudo apareceria para o homem tal como é: infinito."

Baseado nesta citação, Huxley assume que o cérebro humano filtra a realidade de modo a não permitir a passagem de todas as impressões e imagens que existem efectivamente. Se isso acontecesse, o processamento de tal quantidade de informação seria simplesmente insuportável. De acordo com esta visão das coisas, as drogas poderiam reduzir esse processo de filtragem, ou "abrir as portas da percepção", como é dito metaforicamente. Com o intuito de verificar esta teoria, Huxley começou a tomar mescalina e a descrever os seus pensamentos e sentimentos sob o efeito da droga. A sua principal impressão será a de que os objetos do nosso cotidiano perdem a sua funcionalidade, passando a existir "por si mesmos". O espaço e as dimensões tornam-se irrelevantes, parecendo que a percepção se alarga de uma forma espantosa e mesmo humilhante já que o ser humano se apercebe da sua incapacidade para fazer face a tantas impressões.

Huxley explica que uma das razões porque as portas da percepção normalmente ficam semi-cerradas seria para a própria proteção do indivíduo, que de outra forma se distrairia com a enxurrada de estímulos desnecessários para a sobrevivência.

Esse livro foi a fonte de inspiração para o nome da banda The Doors.