"A renúncia é a libertação. Não querer é poder.
Que me pode dar a China que a minha alma me não tenha já dado? E, se minha alma mo não pode dar, como mo dará a China, se é com minha alma que verei a China, se a vir? poderei ir buscar riqueza ao Oriente, mas não riqueza de alma, porque a riqueza de minha alma sou eu, e eu estou onde estou, sem Oriente ou com ele.
Compreendo que viaje quem é incapaz de sentir. Transeuntes eternos por nós mesmos, não há paisagem senão o que somos. Nada possuímos, porque nem a nós possuímos. Nada temos porque nada somos.
Que mãos estenderei para que universo? O universo não é meu: sou eu."
Fernando Pessoa.
quinta-feira, 22 de janeiro de 2009
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